Biografia

 

Deivison Pedroza, engenheiro mecânico e Advogado, nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 17 de março de 1973. 

- Fundador e Presidente da Verde Ghaia, maior empresa brasileira no segmento de monitoramento da Conformidade Legal Aplicável, com mais de 2.000 clientes no BRASIl e mais 05 países.

- Fundador e Presidente do Instituto OKSIGENO, OSCIP Federal pioneira em projetos de CARBONEUTRALIZAÇÂO de emissões de CO2 e em eventos Sustentáveis, sendo responsável como exemplo, pelas ações de sustentabilidade dos eventos AXÉ BRASIL – 2010, Planeta Brasil 2009, 2010, 2011 e 2012.

- Vice-presidente do Instituto Mineiro de Desenvolvimento Ambiental – IMDA;

- Presidente do Comitê de Sustentabilidade do WTC-BH nos anos de 2010 a 2012;

- Diretor de Sustentabilidade do Festival Planeta Brasil nos anos de 2010 a 2012;

- Autor da coleção de Livros “SEMENTE ECOLÓGICA”;

- Idealizador do vídeo “SONHOS – O QUE VOCÊ QUER SER QUANDO CRESCER” COM + DE 3 milhões de acessos.

- Idealizador do vídeo ON ou OFF- De que lado você está. Um vídeo que vem provocando a Desconstrução do Tema Sustentabilidade e que possui mais de 14 mil acessos/ dia.

- Treinou mais de 5 mil pessoas entre os anos de 1999 a 2010;

- Tornou-se recordista em Consultorias para Implantação da norma NBR ISO 14001, no Brasil, em empresas de médio e grande porte.

- Possui 15 anos experiência em implantação, manutenção e auditorias de Sistema de Gestão Integrada.

ABAIXO, COMPARTILHO COMO VOCÊ A HISTÓRIA DE MINHA VIDA, QUE ESTÁ SÓ COMEÇANDO.

Ouço muitas pessoas falarem que na vida não existe o acaso e que para termos sucesso, antes de tudo, temos que ter dinheiro.       De fato, o dinheiro facilita muito as coisas.

Mas, no meu caso, ele não foi o principio de minha história e nem o meio que conduziu minha jornada, e com certeza, não é o meu fim. Por que eu não busco o dinheiro, busco a FELICIDADE.

Quando eu era pequeno, minhas experiências da vida não me permitiam enxergar mais longe. Acordar, ir à escola, se alimentar, esperar a noite chegar para começar tudo de novo no dia seguinte… era só o que eu podia desejar. O que eu podia desejar da vida era fruto somente das ilusões das telenovelas em preto e branco ou das fábulas que eu escutava.

Aos 6 anos, eu já achava a vida difícil demais. Ir para a escola era um martírio. Tinha que esperar meu irmão chegar para pegar seu uniforme e sua mochila, feita de pernas de calça jeans. Além de minha grande timidez, tinha que enfrentar as aulas com um tênis Conga surrado, rasgado no calcanhar e com um furo nas pontas para caber meus pés crescidos.

As dificuldades para me relacionar iam passando  ano após ano na mesma velocidade em que eu tentava “passar de ano”. Eu não era e nunca fui o melhor aluno e, além disso, me achava um patinho feio. Eu não participava, eu não falava, eu simplesmente ia às aulas.

O reforço alimentar oferecido pela escola era meu prato preferido, porque, em casa, mais 5 irmãos dividiam comigo arroz, feijão e farinha, todos os dias.

Em casa, durante os banhos de caneca ou de bacia, com água aquecida na lata de serragem em pó eu pensava se aqueles chuveiros que eu via nas novelas existiam realmente, mas não ligava para isso. Eu até me divertia naquela bacia que parecia um disco voador.

Difícil mesmo era ir ao banheiro, aquela casinha de madeira me dava medo. Aquela latrina me apavorava. Tinha medo de cair naquele buraco fedorento e terrivelmente vivo.

Aos 12 anos, me incomoda não poder comprar os deliciosos tabletes de doce de abobora e as cocadas quebra-queixo na porta da escola. Sonhava todos os dias em beber um delicioso refrigerante Crush com pacote inteiro de pipoca de arroz.

Então, nessa época, aprendi com um de meus irmãos e companheiro de jornada, que era possível conquistar meus próprios sonhos, pelo menos aqueles comestíveis, com algum trabalho.

Comecei então a andar pelos lotes vagos catando esterco para vender, sabia que eram ótimos para as hortas. Confesso que não me dava muito bem nessa atividade. Tinha que andar muito, os sacos eram pesados, as vendas não eram boas, e meu irmão e sócio levava a maior parte da receita…

Passamos então para um serviço mais rentável, mas não tão limpo. Revirávamos o lixo a procura de metais para vender. Nem imaginava que naquela época eu já estava inventando a reciclagem, a reutilização e a recuperação de resíduos. Para mim era só lixo vendido por quilo no ferro velho da esquina.

Tinha que dividir essas tarefas voluntárias com a escola, mas pelo menos já dava para comprar o doce. Pena que meu sócio sabia fazer contas melhor que e eu. Assim, eu era sempre o sócio minoritário. Valeu a pena. Nessa época, conseguimos iniciar a montagem de nossa primeira bicicleta totalmente reciclada. Compramos todas as peças no ferro velho e íamos montando aos poucos. Mas, como já deu para perceber, a sociedade é que atrapalhava. Andar nessa bicicleta era mais difícil que encontrar “cobre” no lixo.

Aos 13 anos comecei a arriscar outras tarefas. Confesso que a ideia de vender picolés na rua deve ter sido a pior delas. Saía com a caixa cheia e voltava com a metade derretida e a outra metade tomada. Lembra-se da timidez? Então, eu era um péssimo vendedor. Tinha vergonha até da minha sombra e não tinha coragem de enfrentar os grandões que pegavam picolés sem pagar.

Resolvi voltar para a sociedade com meu irmão. Começamos a vender verduras pelas ruas do bairro em uma sacola “Biriba”. As folhas eram plantadas pela minha mãe. Saiam lindas de casa. Pena que voltavam quase todas feias e totalmente cozidas pelo sol.

Nessa época, as coisas eram mais difíceis. Achar um trabalho que condizia com nossas habilidades e nosso perfil enrustido significava simplesmente não trabalhar em vendas. Então, partimos para outros serviços.

Já com meus 14 anos, eu e meu irmão passamos a fazer “bicos” em obras no bairro. Éramos especialistas em carregar terra, guardar areia, carregar tijolos e furar cisternas. Nessas atividades até que nos demos melhor. Tínhamos trabalho constante  e isso nos garantiu uma vaga como ajudante de pedreiro.

Ufa… Já dava para comprar um refrigerante, pão com salame e ainda sobrava troco. Nesse tempo, descobri outro trabalho e olha que esse talvez tenha sido o grande responsável pela minha mudança.

Ainda com 14 anos comecei a trabalhar em uma banca de jornais e revistas. Acordava às 04 da manhã todos os dias, de domingo a domingo. Minha vida era um eterno revezamento entre a escola e a banca.

Lá, pude descobrir um mundo que não conhecia. Aprendi a me relacionar com pessoas. Aprendi a vender. Aprendi  a conversar. Aprendi a fazer contas. Não tinha sócio. Era só eu num mundo novo. Lia de tudo, e isso talvez tenha me feito chegar mais perto do que sou hoje.

Nessa banca, descobri que podia fazer mais. Podia conquistar outros planos. Podia sair daquela escola do bairro e ir estudar no Estadual Central, no centro da cidade.

Descobri que podia comprar meu primeiro carro, ou melhor, meu primeiro “pau velho”. Tudo bem que, nesse primeiro momento tive que compra-lo com mais 02 sócios. Meu irmão e o mecânico…

Nesse período, vendi de tudo um pouco e isso me fez ganhar dinheiro e felicidade. Vendia pipas que eu mesmo fazia aos domingos, vendia bilhetes de loteria do tipo rifas, Telesena  e Raspadinha da Mineira.

O curioso é que não abandonei minha experiência anterior. Continuava ainda pegando bicos como serviços de ajudante de pedreiro. Acho que até gostava disso.

Aos 19 anos fui para o serviço militar. Fiquei na Aeronáutica por mais quatro anos. Quer saber de uma coisa, foi excelente. Aprendi o significado das palavras hierarquia e disciplina. Aprendi o que era ter amigos de verdade. Aprendi que a timidez sumia quando eu vestia aquela farda, aquela persona. Fazia muito sucesso nas valsas de 15 anos.

Aos 24 anos fui convidado pelo meu irmão a trabalhar na FIAT Automóveis.  Nessa época só podíamos concorrer a vagas de trabalho nessa empresa através de cartas de indicação.

A taxa de desemprego era grande, as filas para as entrevistas eram enormes. Conseguir uma carta era quase como ganhar na loteria. Lógico que a carta de recomendação não garantia o emprego, mas dava uma grande chance de pelo menos se entrevistado para trabalhar nessa empresa que já tinha 23 mil funcionários.

Entendi que, na vida, para ter sucesso, você tem que estar no lugar certo, na hora certa. E nisso eu acredito.

O mais impressionante em toda a minha trajetória até hoje e que ainda tento achar explicações foi justamente esse dia de entrevista na Fiat. Eu estava cansado, acabava de sair de um plantão na Aeronáutica, não tinha dormido.

Na entrevista fui convencido o tempo todo que aquele não era um emprego para mim. Que ali tudo era mais difícil, mais pesado. Não dei ouvidos. As entrevistas se arrastaram por toda a parte da manha e quando fomos liberados para o almoço, fui para o meu “pau velho’ dar uma cochilada. Sabia que não podia errar o horário. Que isso era pré-requisito para minha permanência nas entrevistas.

Dormi. Apaguei. Acordei com um toque de despertador saindo do rádio do meu carro. E sabe onde está a parte impressionante disso tudo? O rádio era um Rotstar antigo que mal funcionava e que só tinha entrada para K7. Não sei como ligou. Não sei como despertou. Mas, enfim, acordei no horário, fui para as entrevistas, passei. E permaneci nesta empresa por mais 02 anos.

Lá, trabalhei na área de funilaria como operador de produção durante 01 ano e em outro grande acaso da vida, fiz um curso de computação por 1 semana e em seguida uma prova para sair da produção e ir trabalhar no setor de meio ambiente dessa empresa. E não é que passei?

Então…. Talvez essa tenha sido a grande virada na minha vida. De peão, digo, operador de produção, para gestor ambiental da maior operadora de automóveis do país.

O menino que revirava lixo estava agora estudando e ensinando ISO 14001 para uma fábrica inteira. Nesse período eu era o primeiro a chegar e o ultimo a sair. Estudava e lia muito. Isso me ajudou a ter algumas promoções e participar de projetos audaciosos.

TODO MUNDO PRECISA DE UM ESPELHO

Em um desses dias trabalhando na Fiat  recebi um consultor vindo do Rio de Janeiro para nos ensinar mais sobre gestão ambiental. Ele era imponente usava terno e gravata e contava histórias impressionantes de suas viagens pelo Brasil, de seus voos e suas aventuras. E eu ali só ouvindo, pensando em como era andar de avião e com a certeza de que um dia eu seria igual a ele.

E veja as voltas que o mundo dá… Em 1999 fundei a empresa ECOJET. Fui praticamente o responsável por essa grande febre de hoje que é a remanufatura de cartuchos para impressoras.

Não satisfeito, fundei a empresa Verde Ghaia que já teve no seu quadro de funcionários aquele consultor  carioca, Mauro Soares, o meu espelho.  A Verde Ghaia é,  atualmente, a maior empresa de consultoria em gestão empresarial do Brasil e eu, um empreendedor. Um apaixonado pelo trabalho. Uma pessoa simples que vê na vida a motivação para continuar seguindo em frente.

ENTRE OS SONHOS E A REALIDADE, AS ESCOLHAS

Talvez as pessoas que me conhecem hoje e que não tenham participado do meu passado me julguem uma pessoa intempestiva,  teimosa, impulsiva, arrojada, inconsequente ou diferenciada.

Essas palavras têm me seguido em um julgamento diário. Minhas atitudes e minhas escolhas fizeram com que eu estivesse sempre à frente do meu tempo. Mantendo-me às margens da excentricidade, com sonhos difíceis, mas não impossíveis.

Na dura batalha cotidiana, sempre busquei nas derrotas as inspirações para fazer algo diferente, inovador e mudar o meu jeito de pensar sobre o mundo. E foi assim que conduzi a minha vida fazendo dos meus sonhos algo possível, palpável. Enfrentando os dias difíceis e sabendo que as noites seriam apenas uma pausa para um novo dia.

Hoje, com quase 40 anos, sinto-me orgulhoso da minha trajetória, e de minhas experiências. Nunca esperei ter uma história igual à de ninguém. Fiz da minha vida a minha própria história. Nunca invejei os grandes empreendedores porque aprendi que cada um tem sua própria estrela e que as receitas de sucesso não se aplicam a todos. Cada um tem seu próprio remédio.

As estradas da vida são desenhadas com curvas e obstáculos totalmente individualizados. Essa minha história não é uma receita. É só uma história. Descubra a sua. Decifre sozinho e tome o seu remédio da felicidade.

Faça dos seus erros de trajetória um aprendizado de vida. Tire lições de cada vivência, amadureça com seus erros de percurso e busque traçar novas rotas. Acreditar na possibilidade do impossível e entender que não existem caminhos certos ou errados. O que existem são possibilidades e escolhas.

Tenho como essência de alma não desanimar, não perder as esperanças, não desistir dos sonhos, por mais insensato e louco que possa parecer. Se lhe sobrar apenas o “lixo” faça dele o seu tesouro, o seu luxo. A sua felicidade às vezes está onde menos espera. Mas esteja aberto para ver e aceitar. Lembre-se, o julgamento dos outros não interessa, mas o seu sim, julgue-se o tempo todo, veja-se vivendo e pergunte-se o tempo todo: SOU FELIZ?

Muitos me perguntam o porquê desses textos que tenho feito. Faço porque tenho percebido que, diferentemente das oportunidades que tive, a atual geração está perdendo muito por não experimentar. Ter as coisas nas mãos sem esforço não é vantagem. A experiência, a conquista sim, é que nos transforma. O tempo e as oportunidades de descobrir os nossos limites são os elementos que nos transformam.

Enfrentar o tempo não é perder tempo. Os valores descobertos em cada etapa de nossas vidas nos permitem aprender a não esperar que façam nada por nós.

Hoje eu percebo a importância do conhecimento como porta para o mundo. A constante busca do equilíbrio entre o saber e o fazer. Confiar nas forças que nos movem e, especialmente, no exercício de cooperação e superação que ganhamos com nossa  família e até com os nossos desafetos profissionais e pessoais. Não entendam a vida como uma receitinha pronta, pois não há receitas, nem caminhos definidos para a felicidade e o sucesso.

Existe, no entanto, aprendizado de vida que nos fazem ir além dos nossos sonhos. Hoje nós temos a oportunidade de pensar diferente e criar o nosso próprio caminho. Ou, simplesmente deixar-se guiar pelas conhecidas estradas de verdades absolutas que, de certa forma, são impostas por aqueles que não se dão a permissão de buscar os seus sonhos… Por mero comodismo.

   A escolha é sua… Eu lhe convido a dar o primeiro passo.

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