O JOGO DO CONTENTE

O “jogo do contente” e os impactos ambientais da Covid-19

Um livro que marcou muito a minha vida foi “Pollyanna”, por causa do seu “jogo do contente”. Este jogo consiste em enxergar as situações mais adversas com otimismo não importando quão difícil elas sejam. E nesses dias, refletindo sobre a pandemia do Coronavírus e de como ela está estabelecendo “novos normais”, me lembrei do “jogo do contente”. Para jogar o “jogo do contente” com a Covid-19, para mim um ótimo início é olhar os impactos ambientais causados pela pandemia. Eles chamaram até a atenção da Nasa, que lançou uma iniciativa chamada RRNES (Rapid Response and Novel Research in Earth Science) para financiar três estudos que analisarão estes impactos fazendo uso inovador de dados de satélites e outros recursos da agência.

Olhando pelo lado dos impactos ambientais e continuando o jogo, percebemos que estes impactos aconteceram quando os homens reduziram suas atividades ou se retiraram dos espaços que antes ocupavam; notamos que o planeta tem uma capacidade de regeneração relativamente rápida; constatamos que não somos o centro de nada e que é necessário equilíbrio para tudo funcionar bem; e que a ciência está em busca de respostas, através do uso de tecnologias de ponta, para fornecer informações para ajudar a evitar danos tão terríveis de futuras pandemias.

É óbvio que não há nada de “contente” nesta situação de Coronavírus, porém a vida já é dura demais para sermos pessimistas com tudo o que acontece. Acredito que jogar o “jogo do contente” não vá tirar o lado sombrio dessa pandemia, mas que possa servir ao menos para preservar nossa saúde mental e fortalecer nossa resiliência, para conseguirmos olhar um grande problema e tentar ver o “copo cheio”, não focando apenas nas coisas ruins que ele traz.

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