Será que nossos conceitos de felicidade, cidadania e qualidade de vida não estão distorcidos?

Às vezes me pergunto se não deveríamos conversar mais com nossos pais e avós. Se não deveríamos prestar mais atenção nos hábitos e costumes de nossos familiares e comparar com os dias de hoje.

Tenho buscado na rotina das crianças “urbanóides” de hoje, motivos para ser tão feliz quanto eu era na minha infância. Não consigo entender porque as pessoas que moram ainda no campo, longe das cidades, acreditam no êxodo rural como uma solução para suas vidas.

E realmente, não consigo entender como uma criança pode Ser feliz e saudável

Estando presa dentro de um apartamento o dia todo vendo TV?
Passando horas em frente a um vídeo GAME?
Vivendo de amigos sociais, em festas de aniversários feitas para os pais;
Sem aqueles brinquedos de madeira, improvisados e até feios, mas que funcionavam muito bem nas ruas tranqüilas de nosso passado.

Realmente não faz sentido como poderíamos ser tão felizes, jogando amarelinha, brincando de Estrear o novo toco, Passa anel, tico-tico fuzilado, pega ladrão, bolinhas de gude, rolimã, e até com saquinhos de leite presos a garrafas de água sanitária. Puxa, realmente éramos estranhos demais, anormais demais para esse mundo tão globalizado, tão cheio de tecnologia para nos manter aqui nessa cidade.

Qualidade de vida hoje é isso mesmo:

Morar em uma cidade poluída;
Pagar caro pela moradia;
Pagar caro pela nossa água;
Suportar um transito caótico e poluído;
Enfrentar o stress do dia a dia, sem saber como será o dia de amanhã
Passar por falta de recursos e até de comida muitas vezes.
Respirar um ar carregado, cheio de amarras, cheio de tanta coisa, mas com muito menos oxigênio puro.

Feliz mesmo era o caseiro de um pequeno sitio que eu tinha.

Tinha o que eu queria ter nos finais de semana, todos os dias, tinha comida, moradia, telefônica, televisão e transporte de graça na porteira para seus filhos irem à escola. Dinheiro livre para poupança e terra, muita terra para plantar.

E eu aqui, nessa cidade, julgando ser mais feliz! Apostando em um novo planeta igual, mas diferente, aonde o fim das sacolinhas e o retorno das “biribas” sejam só o começo para o retorno ao início do verdadeiro bom hábito e cultura de um povo.

Por: Deivison Pedroza

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