Nesses tempos da pandemia do Covid-19 o brasileiro vem consumindo um novo tipo de entretenimento. São as lives, eventos transmitidos pela internet nos quais cantores e artistas de todos os lugares do mundo se apresentam em um clima descontraído, normalmente de dentro de suas próprias casas. Essa interação altera a dinâmica daquilo que antes era pautado pela aglomeração de pessoas nos shows, para dar lugar ao sofá e ao respeito às medidas de isolamento tão necessárias.

As lives não são novidades. Alguns artistas já faziam, alguns empreendedores também, alguns cursos ou reuniões já eram feitos nesse formato. Mas, o que mudou foi a maneira pela qual essa live é produzida e transmitida, aumentando a quantidade de pessoas que assistem, trazendo novos públicos e aproximando ainda mais diferentes pessoas dos mais diversos lugares.

Da forma como é feita hoje, e analisando estas transmissões e os resultados obtidos por elas, parece-me existir uma tendência muito forte das lives se consolidarem no período pós-pandemia, já que permitem ao telespectador sentir-se parte do espetáculo oferecido sem sair do conforto de casa. Além do mais, elas permitem que o artista seja visto de uma forma bem diferente da qual sempre esteve acostumado.

Mas, não é só isso. As lives têm uma importância gigantesca, até inimaginável, na determinação do cumprimento do isolamento. Esse novo tipo de espetáculo midiático, que leva milhares de pessoas para a frente do celular ou do computador, pode nos ensinar muito nos dias que sucederão o combate ao Coronavírus.

Por isso, quero falar sobre uma questão que poucos talvez se permitam pensar, seja pela correria do dia a dia, pelas preocupações com as contas, ou por não enxergar no formato das lives uma inovação, credibilizando-a apenas como uma forma de entretenimento. Elas não são só isso.

Então será que é possível tirarmos algumas lições e algumas ideias inovadoras dessas interações virtuais entre artistas e fãs, de modo que esse formato

 venha a ser aplicado – com suas adequações a cada modelo de negócio – nas relações futuras entre você e seus clientes? Na minha opinião a resposta é sim, e eu vou tentar mostrar a você alguns caminhos para isso.

Primeiramente, devemos tentar refletir, dentro desse modelo apresentado, quais situações podem ser adaptadas à nossa realidade dentro da nossa empresa. Um pouco óbvio é a possibilidade de adequar isso às novas relações trabalhistas, como o teletrabalho, mais conhecido como Home Office. Sim, porque o formato live nos permite conceber a ideia de que hoje não é mais preciso que o colaborador esteja presente no escritório para completa realização de suas funções.

Na era dos aplicativos, sejam eles para celulares ou para computadores, não faltam opções viáveis que permitam ao empregador ter o controle sobre a produtividade do empregado. Quer reuniões com alguns setores? Aplicações como o Google Meet e o Skype, entre outras semelhantes na função, permitem que sejam criadas salas de videoconferência para que membros da equipe possam debater e definir as diretrizes, as ações, os resultados esperados, as estratégias e as divergências e soluções apresentadas para os problemas da empresa. Muitas organizações já aplicam essa prática usualmente, e acredito que existe a tendência disso se intensificar.

Mas ainda existem outras possibilidades para um negócio fazer bom uso das lives e tirar muitas vantagens delas. Quer saber mais? Na Parte 02 deste texto falo exatamente sobre esse assunto.